sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Viva a Diferença !

Sou autora e tutora do curso Aprendizagem na Deficiência Intelectual e gostaria de ressalta a valorização da diferença dos seres.

Somos únicos, seres criados imagem e semelhança de Deus, mas cada qual com sua singularidade. Cada ser com seus dons. Com a sabedoria divina fomos criados com diferenças que nos tornou únicos no emaranhado de indivíduos, culturas, raças, gêneros.

Por que então é tão difícil respeitar o diferente?

Porque a sociedade insiste em ditar padrões de normalidade? E modas para que todos sejam iguais?

Devido a veneração de paradigmas de normalidade e do declínio do respeito da dignidade humana e que tantas pessoas são excluídas no mundo contemporâneo. São os padrões de beleza, os status sociais, a raça, a cor, a perfeição, o grau de inteligência, dentre outras, que marginalizam os que não se encaixam nesses patamares.

Numa reportagem recente da revista Psiquê, foi abordado o fato do “Rodeio das Gordas”, em que estudantes faziam atrocidades com as pessoas que estavam acima do peso. E onde fica o respeito à dignidade humana?

As pessoas são tratadas conforme os padrões ditados pela sociedade. Por isso, vemos o crescente número doenças psíquicas, por não se encaixarem nos padrões, indivíduos são condenados ao sofrimento sem precedentes, esses por não sabe como lidar com essas emoções, acabam por adoecer mentalmente.

Será quem está falhando na formação do indivíduo? A família? A escola? O estado?

Pessoalmente, acredito que todos tem sua parcela de culpa e por esse motivo devem juntos procurar reverter a situação atual, para que as diferenças sejam tratadas com o devido respeito que toda a pessoas precisa .

Nessa perspectiva, a família precisa cuidar da formação dos valores que por muitos estão esquecidos. A escola além do cognitivo, precisa formar cidadãos e o Estado precisa auxiliar , subsidiando os meios para que a formação completa ocorra, além de prover os indivíduos nas suas necessidades básicas.

Outro fator, primordial a ser tratado quando falamos de diferença, são as pessoas com necessidade especial, que lutam incessantemente, por viver de maneira digna.

Família/escola/estado precisa em conjunto estar também cuidando dessa parcela da sociedade que já sofreu o suficiente e agora necessita ser tratada com a devida atenção.

Quando falamos em deficiência, podemos cair no erro de tratar tais pessoas com “pena”. Na verdade como foi dito no início todos somos semelhantes mais únicos, e assim somos dotados de habilidades diferentes, uns para artes, artesanatos, outros para música, dança, cada um com sua excentricidade.

No caso das deficiências é interessante, ressaltar que o corpo humano é tão perfeito, que quando ocorre qualquer falha em um de seus órgãos, outro é potencializado.

Vejam só, quantos exemplos não temos disso, por exemplo Mozart que tinha deficiência auditiva e compôs de maneira esplendorosa. Dentre tantos, outro exemplo são as pessoas com TDAH (Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade), que geralmente tem a inteligência a cima da média.

Outro exemplo são deficiente intelectuais, que tem a inteligência inferior a média, desempenhando papéis em filmes, novelas e trabalhando normalmente, pois nesses locais são exaltadas as habilidades em detrimento da deficiência.

Atualmente, os sistemas educacionais tem modificado a maneira de se tratar com as deficiências, procurando primeiramente alfabetizar essas crianças quando possível e quando não procurar dar oportunidade de vida, de trabalho e de qualidade de vida, apesar dessa mudança, muito ainda precisa ser modificado e aperfeiçoado.

Esses exemplos são para ilustrar a importância de se trabalhar as habilidades e as potencialidades de cada ser, dando oportunidade a todo ser humano, portador de necessidade ou não, a ser valorizado em suas habilidades e não excluído por suas fraquezas.

Assim teremos uma melhor qualidade de vida, com pessoas realizadas, feliz e naturalmente com o psíquico em equilíbrio e consequentemente saudável.

Por saber e acreditar no potencial de todas as pessoas, fiz nascer o curso Aprendizagem na Deficiência Intelectual, nele serão abordados temas importantes sobre a história sobre a deficiência, sobre as leis que as amparam e principalmente dão suporte as pessoas que acreditam nas habilidades dos portadores da deficiência intelectual, trazendo inclusive uma possibilidade de alfabetização que pode auxiliar o trabalho de muitos profissionais.

Por fim, convido de maneira especial a todos, que lutam e acreditam na inclusão e estão ciente da importância do embasamento teórico, a desfrutar dos conhecimentos apresentados no curso.

Luciana Almeida – Pedagoga , Psicopedagoga e Psicanalista em formação.


Para conhecer o curso acesse: http://www.unicead.com.br/