Sejam Bem Vindos! Este espaço é destinado ao compartilhar de informações que possam auxiliar os pais na educação dos filhos e nos problemas de aprendizagem, bem como no processo de inclusão das pessoas portadores de deficiência. Procurando ainda auxiliar a formação da família e da pessoa em geral .
terça-feira, 8 de julho de 2014
Síndrome de Asperger
Aluno com síndrome de Asperger é desafio para educação inclusiva Imprima esta notícia Publicada em 01/07/2010 por Imprensa
Com dificuldade de interagir, fazer amigos e tendência a se isolar, o aluno com síndrome de Asperger é um dos desafios para a educação inclusiva. A doença é considerada um tipo leve de autismo que não afeta o desenvolvimento intelectual. É comum que os “aspies” – como são chamados – tenham inteligência acima da considerada “normal.” Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem - e devem - frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz.
Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. "É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação." Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções.
Famílias - Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.” Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.”
A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.” Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego.
Diagnóstico - O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência. Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros.
Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal. A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos. Não há cura.
Fonte: http://www.sinprodf.org.br/
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Será que realmente está tudo perdoado entre nós
Perdoar significa transmutar todos aqueles sentimentos que caminham atrelados ao momento em que a traição aconteceu.
Significa, de coração aberto, desejar ao outro o melhor.
Perdoar é, sim, um ato Divino e para tanto muitas vezes requer conexão espiritual; pode representar em termos mais diretos abrir mão de seu ego e entender que você não é perfeito, mas um ser humano que como todos os demais seres humanos está aqui para aprender.
O ego por vezes parece nos mostrar um mundo paralelo onde o medo, a raiva e a insegurança são o nosso Universo, porém, esse mundo não existe.
Nesse contexto, o único caminho que conseguiremos atingir é a nossa autodestruição.
Quem, um dia, já não passou por uma situação em que se sentiu traído?
Essa traição, na forma mais comum, pode vir através de um relacionamento, mas ela também vem através de amizades e parentes, que muitas vezes se esquecem de tudo por dinheiro ou ainda nas relações de trabalho, onde o ser humano deixa de existir e o os interesses financeiros se colocam em primeiro plano.
Tudo isso pode, sim, ser transformado em perdão com o auxílio de uma transformação energética de padrão vibracional, significa, neste exato momento da transformação, passar a vibrar amor.
Uma das premissas mais verdadeiras que reflete o ato do perdão como um ato de inteligência máxima diz que o que damos aos outros, damos a nós mesmos, então, aqui chega o momento de nossa reflexão, o que será que estou dando a mim mesma quando penso no que me ocorreu em determinado momento?
Eliminar o negativo de sua vida significa saúde e bem-estar, significa acima de tudo harmonia com o Todo.
A entrega e confiança no Universo vêm através do processo da fé, quando o perdão realmente se instala em sua vida.
Você passa a acreditar de fato que existe uma força maior no Universo que comanda cada passo de sua vida e que ela irá com certeza colocar a sua vida em Ordem Divina.
Esta confiança no todo juntamente com o amor incondicional que é desenvolvido pelo perdão fará com que você tenha paz interior e o sabor deste sentimento não há como descrever; o melhor é senti-lo e vivenciá-lo.
A vida nos traz provações e dificuldades que podem dependendo de nossas escolhas, tornar-se um aprendizado de crescimento ou um sofrimento eterno.
Quando optamos pelo aprendizado, percebemos que com o passar do tempo nos tornamos seres mais evoluídos e prósperos e a atração de novas histórias compatíveis com este novo estado de energia se concretiza.
No entanto, se a escolha for pelo sofrimento, este irá pulsar em nossas vidas como uma sombra que nunca nos deixa, fará com que nos tornemos seres amargos e sem objetivos, fará ainda com que nossa saúde deixe de existir.
Quem é feliz não adoece!
O sofrimento eterno traz para nossa vida sentimentos e emoções negativas que os outros ao nosso redor sentem e se afastam. Pensar negativo emite um tipo de energia que repulsa as pessoas próximas a nós.
Neste exato momento, poderemos assim ter a nítida sensação que tudo está cada vez pior, mas aqui cabe uma ressalva, está pior porque você quer e porque você escolheu o sofrimento como padrão para sua vida.
Ah! Que vida maravilhosa!
Sim, são as escolhas que fazemos a cada momento que nos fazem poder gritar aos quatro ventos essa expressão.
Sim, viver é a coisa mais maravilhosa do mundo desde que a observação e o discernimento façam parte do seu caminho, pois são eles os alertas para as escolhas certas.
Abandone de vez o que o torna triste e infeliz e parta para uma vida de realização plena, fazendo de todo esse aprendizado uma lição de vida para os que estão à sua volta.
Perdoar também significa aceitar a outra pessoa como realmente ela é.
Se você fez a opção pelo perdão e decidiu permanecer vivendo ao lado de quem o machucou e feriu, isso deve ser um ato que vem do fundo do seu coração, do âmago de sua alma, porque se de fato não for será uma sofrimento interior muito maior.
Para auxiliar nesse perdão que vem do fundo do seu coração, o bloqueio energético que foi gerado no momento em que a traição ocorreu deve ser eliminado e para isso utilizamos a Radiestesia com o auxílio da Mesa Radiônica.
A transmutação e dissolução energética da energia vivida em determinado momento traumatizante fará com que você se lembre deste momento com sentimentos transformados.
Amadurecer significa se conectar com pensamentos e emoções que não lhe tragam sofrimento.
Outro fator extremamente negativo quando há uma história de sofrimento ou traição é a verbalização contínua do fato. Verbalizar significa trazer para a consciência e quanto mais verbalizamos determinada situação, mais nos convencemos do quanto aquilo foi ruim para nós e o quanto de sentimento ruim temos em relação a quem nos fez sofrer.
Este tipo de vibração fará com que você viva conectado ao passado, onde o que existe em sua vida é apenas aquele determinado momento de sofrimento.
O futuro não existe, pois o nosso foco somente nos irá remeter para aquilo que já passou.
Em termos mais duros significa deixar de existir.
A doença, na grande maioria das vezes, está associada a fatos traumáticos que não foram perdoados e eis aí, então, uma enorme oportunidade de resgatar o nosso amor próprio, de dizer sim a vida, sem que você precise chegar nesse ponto de sofrimento. Não tem nada mais duro de aceitar do que ter consciência que somos responsáveis pelo nosso sofrimento.
Neste momento, cabe aqui uma nova paradinha para reflexão...
Não é fácil perdoar! Isso é o que mais ouvimos, mas coloco uma afirmativa mais verdadeira que esta:
basta você querer e decretar que deseja um outro tipo de vida a partir de agora!
Há algum tempo, atendi um casal jovem que me procurou por motivo de doença.
A moça havia desenvolvido uma doença degenerativa no útero e o marido, em pleno desespero, não sabia onde mais recorrer para buscar a cura da esposa.
Ele então me disse que a parte de tratamento médico havia sido concluída, a operação havia sido realizada com sucesso e que ela estava na fase posterior do tratamento, onde os efeitos colaterais dos remédios estavam acabando com a energia dela e ele queria vê-la bem e curada.
A moça pouco falava, pois se encontrava entregue nas mãos de quem pudesse ajudá-la.
Quando ele marcou a consulta e me disse o motivo, também pedi que me levasse a planta da casa para uma avalição das energias do local através da "Medição Radiestésica do imóvel", que também é em muitos casos a responsável pelo desenvolvimento de doenças degenerativas.
Iniciei, então, o atendimento avaliando a energia do local, verifiquei primeiro a presença de veios de água, matéria orgânica em decomposição ou falhas geológicas que são efeitos que dão origem à formação de energia telúrica no local e nada encontrei. A seguir, analisei a presença de linhas Hartmann e Curry e nada encontrei.
Encontrei memórias de parede na forma de energia vermelha, mas isso era totalmente compatível aos sentimentos e emoções impregnados no local pelas emoções vividas por uma doença tão séria e não era essa a origem de uma energia que poderia causar desestruturação energética no local.
Passei ao atendimento com a Mesa Radiônica, onde verifiquei a Frequência Geral como referência e a seguir entrei em todos os campos vibracionais a fim de equilibrar o todo.
Depois, parti para a verificação dos bloqueios ou traumas que poderiam dar origem a doenças mais sérias. Verifiquei, então, um bloqueio energético ocorrido entre cinco e meio a seis anos atrás.
Perguntei à moça o que havia ocorrido nesta data.
Ela olhou para o marido e o silêncio se instalou no meu consultório.
Após alguns minutos, ela disse ao marido que podia contar, pois a história se referia a ele que permaneceu calado até eu perguntar: houve alguma traição?
A moça me confirmou de imediato, mas disse que eles nunca haviam conversado sobre o assunto.
Ela havia descoberto tudo por mensagens no computador e ele simplesmente saiu de casa, passou alguns meses fora e decidiram, então, retomar a relação como se nada tivesse acontecido, pois a falta que sentiram um do outro, neste período em que estiveram separados, era maior do que a dor da traição.
Pedi, então, ao moço que verbalizasse o que havia ocorrido e que ela também verbalizasse o que havia sentido um olhando para o outro.
Foi uma cena emocionante e de transmutação total. A seguir, trabalhei energeticamente, na Mesa Radiônica, esse momento vivido e transmutei as energias. Pedi ainda que ela fizesse por 63 dias a Oração do Perdão dos Kahunas como liberação final de energias.
Disse, então, que a doença não deveria mais fazer parte de sua vida e que se assim ela desejasse, de coração, o perdão e transformação em sua vida ocorreriam.
O útero representa o feminino e, naquele momento traumático da traição, o seu feminino havia sido machucado.
É como se ele não existisse e não fosse respeitado e, por isso, adoeceu.
Voltar a morar junto sem a verbalização e o perdão causava para ela um enorme sofrimento interior e nele um enorme sentimento de culpa.
Passado algum tempo, recebi a notícia da cura efetiva da moça e lhe disse que tivesse a certeza que tal situação não iria mais se repetir em sua vida porque houve a cura energética que a levou a perdoar com o coração e o âmago de sua alma...
A transformação de sua vida está em suas mãos e tenha absoluta certeza que sempre existem coisas maravilhosas a serem vividas, faça a diferença neste mundo!
domingo, 28 de agosto de 2011
Curso Leitura do desenho Infantil
Não perca!
Curso de Interpretação do desenho infantil
Investimento: R$120,00 (inclui CD com material do curso) ou até em 10x no pagseguro .
CLICK NO LINK DO PAGSEGURO E MATRICULE-SE JÁ.
Justificativa: Quando um pai ou uma mãe, sedentos pelo sucesso escolar de seus filhos, depositam em nós, especialistas do processo ensino-aprendizagem, elevada carga de esperança na prosperidade de seus filhos, então, todo e qualquer recurso que auxilie na descoberta das causas dos problemas da aprendizagem tornam-se como que peças preciosas de um processo, cuja recompensa vem em forma de lágrimas nos olhos, arrepios e abraços pela felicidade do obstáculo vencido e dos limites superados.
* Forme um grupo de no mínimo 10 pessoas e entre em contato que faremos o curso em sua escola.
Objetivos do curso:
- Oferecer ao cursista perspectiva psicopedagógica sobre o construto infantil;
- Estudar as principais teorias sobre o desenho da criança;
- Demonstrar como a leitura do desenho pode auxiliar no processo de avaliação psicopedagógica.
Ao final dos estudos, o cursista estará munido de conhecimentos técnicos, científicos e empíricos para iniciar suas investidas na interpretação do construto infantil, enquanto forma de linguagem e expressão do conteúdo latente do inconsciente humano.
Tópicos abordados:
• Teorias sobre o construto infantil
• Grafismo infantil ( fases do desenho)
• Quadrantes da folha e seus significados
• Cores: o que elas podem indicar?
• Textura: energia e pressão no desenhar
• Formas: análise geométrica das figuras
• O desenho e avaliação psicopedagógica
INSCRIÇÕES: lucianacralmeida@gmail.com
sábado, 20 de agosto de 2011
Supera lança excelentes cursos em clínica psicopedagógica.
• Síndromes, Transtornos ou Deficiências?: (180h/a) Saiba as diferenças básicas entre os termos técnicos utilizados em algumas classificações de doenças, tais como físicas, intelectuais, auditiva, visual, bem como as principais síndromes e transtornos da aprendizagem sob a Tutoria da Profa Esp. Luciana Almeida, Doutora H.C em Psicopedagogia, Psicanalista em supervisão e especialista em Ensino Especial com mais de 15 anos de experiência em educação, atendimento, diagnóstico e clínica multidisciplinar.
• Transtornos Globais (Invasivo) do Desenvolvimento: (180h/a) Conheça e aprofunde-se no grupo de transtornos caracterizados por alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e modalidades de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo sob a Tutoria da Profa Esp. Luciana Almeida, Doutora H.C em Psicopedagogia, Psicanalista em supervisão e especialista em Ensino Especial com mais de 15 anos de experiência em educação,atendimento, diagnóstico e clínica multidisciplinar.
sábado, 6 de agosto de 2011
Para onde caminha a sociedade?
Com quase 20 anos de profissão muitas vezes me pergunto "Onde vamos parar?". No contexto escolar a cada dia que passa encontramos todos os dias situações assustadoras nas salas de aulas, o professor não é respeitado, não há valorização nenhuma desse profissional tão importante. Os pais tratam os professores de seu filho como menos respeito ainda, estamos criando uma cultura apenas de direitos, direito do aluno , direito do pai e esquecendo que a sociedade e estrutura regida por direitos e deveres, se o sistema está disfuncional em alguma engrenagem, ele inicialmente funcionará mal até o fim, pois cada engrenagem apresenta sua função e não pode ser substituida por outra.
Infelizmente caminhamos para isso, a família vai muito mal , a escola também, o Estado não intervem, consequentemente a segurança não consegue abarcar todas as funções anteriores e caminhamos aceleradamente para o caos total, pois cada peça da engrenagem, sociedade, não está cumprindo com sua função e dessa forma inviabiliza o funcionamento de todo o sistema.
Numa reunião de professores, coloquei alguns casos te alunos problemas, no auge da discussão do que poderíamos fazer por eles, nos deparamos com uma situação a falência da instituição família. Ela é a base e por esse motivo é esse ponto que precisa ser cuidado, sendo estendido a um segmento complementar da formação do indivíduo que é a escola.
O texto abaixo dá um dimensão interessante para um futuro próximo, se a situação continuar da forma se apresenta.
O ano é 2.209 D.C. - ou seja, daqui a duzentos anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
– Vovô, por que o mundo está acabando?
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
O velho responde, então, que professores no início, eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
– E como foi que eles desapareceram, vovô?
– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.
Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.
O TEXTO
O texto acima circula na internet desde 2009. Mas como ele se mantém atualíssimo, vale repassá-lo para os nossos amigos. Trata-se apenas de um opinião de um autor desconhecido.
Com quase 20 anos de profissão muitas vezes me pergunto "Onde vamos parar?". No contexto escolar a cada dia que passa encontramos todos os dias situações assustadoras nas salas de aulas, o professor não é respeitado, não há valorização nenhuma desse profissional tão importante. Os pais tratam os professores de seu filho como menos respeito ainda, estamos criando uma cultura apenas de direitos, direito do aluno , direito do pai e esquecendo que a sociedade e estrutura regida por direitos e deveres, se o sistema está disfuncional em alguma engrenagem, ele inicialmente funcionará mal até o fim, pois cada engrenagem apresenta sua função e não pode ser substituida por outra.
Infelizmente caminhamos para isso, a família vai muito mal , a escola também, o Estado não intervem, consequentemente a segurança não consegue abarcar todas as funções anteriores e caminhamos aceleradamente para o caos total, pois cada peça da engrenagem, sociedade, não está cumprindo com sua função e dessa forma inviabiliza o funcionamento de todo o sistema.
Numa reunião de professores, coloquei alguns casos te alunos problemas, no auge da discussão do que poderíamos fazer por eles, nos deparamos com uma situação a falência da instituição família. Ela é a base e por esse motivo é esse ponto que precisa ser cuidado, sendo estendido a um segmento complementar da formação do indivíduo que é a escola.
O texto abaixo dá um dimensão interessante para um futuro próximo, se a situação continuar da forma se apresenta.
A EXTINÇÃO DOS PROFESSORES
O ano é 2.209 D.C. - ou seja, daqui a duzentos anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
– Vovô, por que o mundo está acabando?
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
O velho responde, então, que professores no início, eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
– E como foi que eles desapareceram, vovô?
– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.
Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.
O TEXTO
O texto acima circula na internet desde 2009. Mas como ele se mantém atualíssimo, vale repassá-lo para os nossos amigos. Trata-se apenas de um opinião de um autor desconhecido.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Desenhos ajudam identificar problemas.
Desenhos infantis revelam sonhos e ajudam a identificar problemas como agressividade, timidez ou insegurança
Por Rose Campos (Extraído)
É inevitável: em algum momento toda criança pede papel e lápis para desenhar. O resultado pode variar de rabiscos, bolinhas e manchas disformes até a indefectível casinha, mas dificilmente será uma transposição fiel da realidade. Poucos adultos conseguem perceber o quanto o desenho infantil pode ser revelador: traduz o grau de maturidade da criança, seu equilíbrio emocional e afetivo, seu estágio de desenvolvimento motor e cognitivo.
Pais que dão pouca atenção às garatujas produzidas por seus filhos ou educadores que encaram a atividade de desenhar como um tapa-buracos para os instantes de sua ausência em sala de aula estão perdendo uma grande oportunidade. Em muitos casos, o desenho pode expressar sensações e sentimentos que a criança não conseguiria mostrar de outra forma. Observando melhor as linhas do desenho infantil, é possível descobrir atrasos no ritmo de desenvolvimento, excesso de timidez ou mesmo dificuldades no relacionamento familiar.
Embora não haja regras fixas, há muito a ser observado no desenho. O exemplo da casinha, tão comum na temática infantil, por si só já é bastante rico. Casas feitas no ar, sem um chão, uma base, podem representar essa falta de parâmetros ou de segurança da criança. Janelas e portas muito pequenas podem significar sua dificuldade de abertura e de contato com o mundo externo. Ou podem ter conotação de tristeza ou timidez. Uma grande variação de cores pode representar alegria e expansão. O telhado da casa costuma ser muito importante, pois simboliza o conteúdo de sonhos e fantasias.
Os primeiros registros de linguagem escrita, ainda na pré-história, tinham a significativa forma de desenhos. As chamadas pinturas rupestres, encontradas nas paredes de antigas cavernas, traziam a representação simbólica da forma de viver do homem primitivo, seus conhecimentos, seus medos, suas divindades. De forma análoga, assim como foi marcante nos primórdios da evolução histórica, também no início do processo de desenvolvimento humano, o desenho cumpre um papel relevante.
'O desenho surge antes da escrita e se constitui numa forma de expressão bastante espontânea da criança, revelando sua maneira de ver o mundo', resume Mônica Guttmann, psicóloga e especialista em arte-terapia e arte-educação pelo Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo.
'A criança está integralmente presente em tudo o que faz, principalmente quando existe um espaço emocional que o permita. Existe um pensar por trás do seu fazer, por trás de suas pequenas operações, como subir e descer uma escada, balançar insistentemente um chocalho, amassar um papel', comenta Edith Derdyk, artista plástica e educadora, em seu livro Formas de Pensar o Desenho (leia mais na pág. 34).
Nem sempre o adulto consegue captar no papel a rapidez do raciocínio infantil. Se a criança desenha uma chuva que derrubou a casa, talvez seja porque ela está passando por um momento tempestuoso. Mas logo depois ela pode vislumbrar e desenhar o sol. Misturas de temas como essas podem ser erroneamente interpretadas como algo confuso ou conflitante. Por isso é tão relevante observar também o contexto e dialogar com os pequenos desenhistas.
Maria Alice Proença é coordenadora de educação infantil da Escola Lourenço Castanho e trabalha no maternal com crianças de 1 a 4 anos. O desenho e outras expressões artísticas ocupam espaço privilegiado no projeto pedagógico da escola e são vistos como outras formas de comunicação da criança, sem a preocupação em avaliar. 'O educador olha se a criança está explorando os movimentos das garatujas, procurando oferecer estímulos', diz Maria Alice. Ela explica que se o aluno não ocupa todo o espaço da folha, provavelmente não ocupe todo o espaço do ambiente – o que pode acontecer por pura timidez (leia mais no quadro à pág. 35). Se for assim, a professora leva a criança a explorar melhor o pátio da escola, por exemplo.
Até os 4 anos, as crianças ainda não desenham figuras, mas há uma evolução nas garatujas. O traçado começa linear, passa a ser circular e aos poucos a criança sai de pontos específicos e consegue usar todo o papel. A escolha de cores não é tão importante nessa idade, quando os arabescos tendem a ser monocromáticos. Quando a criança consegue evoluir das linhas retas para as bolinhas é sinal de que está concluindo o maternal. 'E aí já se refere a si como ‘eu’', explica Maria Alice. Coincidentemente, o fechamento do círculo no papel simboliza o fechamento do ciclo básico do desenvolvimento, importante tanto para sua estruturação como indivíduo quanto para formar a competência para a escrita.
Tereza Cristina Pedroso Ajzenberg, psicóloga especializada em gestalt terapia e arte-terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae, ressalta que o desenho conta tanto da realidade objetiva quanto da subjetiva de quem o faz.
Ela explica que há uma ampla gama de sinais reveladores nessa produção, mas eles não devem ser avaliados segundo um padrão. E aconselha investigar não necessariamente o diferente, mas aquilo que denota tristeza ou angústia. Desenhar e apagar seguidamente pode revelar apenas a preocupação em apresentar um resultado bonito. Ou, em alguns casos, certa angústia. Discernir entre uma situação e outra pressupõe contato e interação com o autor do desenho, não privilegiando o resultado estético, mas a história que a criança deseja contar. A representação de um acidente, por exemplo, não faz necessariamente parte da vida da criança. Às vezes, surge em seu desenho depois de algo visto na rua ou na TV.
'Buscar o desenho na comunicação com crianças é privilegiar um referencial mais próximo delas', defende Paula Fontana Fonseca, psicanalista. Ela vê os recursos lúdicos como fortes aliados em situações traumáticas, mesmo quando a criança já domina o discurso verbal. O desenho pode ser de grande ajuda para a criança em situações como a violência doméstica – quando há dificuldade em falar, falta de compreensão do que aconteceu ou incapacidade de dar nome aos próprios sentimentos.
Myrian Bove Fernandes, gestalt terapeuta, alerta para o perigo de se tirar conclusões precipitadas por causa do desenho dos pequenos: 'Imaginar que uma criança tem problema porque só pinta usando a cor preta, por exemplo, pode ser muito perigoso. Ela pode ter escolhido a cor porque dá mais contraste no papel e fica mais bonito.'
Myrian lembra a preocupação de um profissional e dos pais de um garoto com o hábito do filho de picar minhocas. Procuravam investigar a causa de sua agressividade até ouvi-lo dizer para a minhoca esquartejada: 'Olha, agora você já tem muitos amiguinhos.' O caso serve para lembrar que enquanto o adulto corre o risco de se fechar em grandes teorias e volteios de interpretações, a criança pode simplesmente dizer que 'não é nada disso.'
Um dos testes clássicos com utilização do desenho infantil é denominado HTP (sigla para House, Tree, Person, 'casa', 'árvore' e 'pessoa'). Trata-se de um tipo de teste de projeção e recebe esse nome por ter o objetivo de fazer a pessoa expressar fora o que está dentro. Os três elementos do HTP foram escolhidos por serem símbolos universais. Crianças de todo o mundo, em qualquer tempo, repetirão esses símbolos. A casa oferece uma riqueza de interpretações tanto no sentido de representar o abrigo familiar quanto a estrutura psicodinâmica da própria criança. A árvore representaria suas relações com o mundo e a pessoa, o 'eu'. O HTP é um teste com fundamento científico comprovado, bastante utilizado nas clínicas de atendimento psicoterapêutico infantil e em algumas instituições.
Tereza Cristina afirma que a grande preocupação com a criança, principalmente na escola, é com relação à alfabetização e ao rápido domínio da linguagem escrita. Não haveria problema se essa expectativa de competência não concorresse, ao mesmo tempo, com uma certa repressão do ato de desenhar. 'Questões de lateralidade e uso de espaço, que poderiam ser mais bem resolvidas com a experiência do desenho, acabam sendo prejudicadas pela escrita.'
A psicóloga conta que tem recebido em seu consultório crianças muito inibidas para desenhar. Uma delas, de 6 anos, havia sido informada para não fazer mais olho em formato de bolinha – tinha de se preocupar com as dobras das pálpebras. Enquanto são pressionadas pelo excesso de rigor estético em desenhos dos quais se exige cada vez mais realismo, as crianças são privadas de exercitar livremente a criatividade.
Aicil Franco, psicóloga clínica com formação junguiana, trabalha com crianças, adolescentes e adultos. Se a criança sente-se insegura para desenhar, Aicil aconselha o uso da argila ou da pintura. Além de ajudar a criança a se expressar, essas atividades proporcionam um equilíbrio emocional capaz de prevenir doenças físicas e afetivas. 'Se o professor se conscientizar de que o desenho, o teatro e a brincadeira são essenciais no mundo da criança, pode usar esses recursos para ensinar até matemática', acredita.
O mais importante, entretanto, é perceber o quanto a criança se sente orgulhosa daquilo que faz. São atitudes altamente positivas a da mãe ao emoldurar o desenho do filho ou a do professor ao expor a ilustração do aluno no quadro da classe. A pior resposta do adulto é a indiferença.
Fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/apresenta2.php?pag_id=401&edicao=264
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terça-feira, 8 de março de 2011
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